terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Farewell

Areje-me - Arraste-me para longe - Muito longe.
Guie-me para um novo horizonte.
Descongele-me - Toque-me.
Faça-me livre dessa vida artificial.

Em pele nua, eu pude sentir sua lâmina me cortar.
Ferindo-me cada vez mais profundamente.
Trancando meus anjos em cadeias.
Tentando acorrentar-me em uma nova ilusão.

Mas você não me ouvirá novamente.
Não há necessidade de repetição nesse ciclo.
Eu me vejo caído e sem asas,
Beleza em decadência.

Levanto-me em meio a escuridão.
Meu sonho solitário mostra-me que há apenas um caminho.
Em minha frente, um lugar onde o amor não é cultivado.
Não há como mudar o curso.

E o meu coração perdeu o ritmo,
Minha imaginação perdeu as cores...
Descarto esse conforto artificial.
Visto-me com a verdade.

Defendi sua pureza com clemência.
Em silêncio - Eu orei.
Dediquei minhas palavras para ti.
E você não pode dizer que eu não tentei.

Minha alegria morre dentro de seu sorriso,
Minha esperança morre dentro de sua felicidade,
Conceda-me um ultimo abraço.
Adeus.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

The Way of Love



Conseguistes atravessar a ponte,
Tivestes o meu coração em tuas mãos.
Pudestes sentir as chamas entre os teus dedos,
Aquelas palpitações somente tuas.

Mergulhastes naquele profundo azul,
Conhecestes de perto a serenidade.
Todo aquele brilho até então desconhecido era apenas teu.
Tivestes também os meus olhos.


Chuva a cair sobre o meu corpo.
As gotas d'gua misturam-se às minhas lágrimas.
Onde posso encontrar a luz?
A chama apagou-se - É esse o fim?

Violastes a minha realidade
Pintastes um dia negro para mim.
Porque destruístes o meu templo?
Porque me condenastes a caminhar sozinho?

Obscurecestes a minha visão,
O meu amor por ti me fez cego.
Vozes - Ecos de meus próprios desejos.
Perdi-me a margem de meu sonho solitário.


Ainda encontro-o em meus sonhos,
Sua face assombra e enche de esperança o meu coração.
Doce castigo por amar-te.
Esse eterno jogo de amor e ódio.

Tuas palavras mentirosas ainda me encantam,
Meu orgulho ainda lhe quer longe.
Necessito dessa tua farsa,
Ainda preciso deste amor tão doloroso.

Devolva-me o inverno que roubastes de mim!
O véu não paralisou a minha alma,
Recolha essas rosas, pois ainda estou vivo.
E minha dor ameaça devorar tudo.

Tua luz ainda brilha para mim.
Minha devoção será eternamente tua.
Ainda sinto os teus lábios cortarem os meus.
E posso conduzir-te a minha lâmina.

Segure-me em teus braços e minta para mim apenas essa noite

Imagens: Cher

Mein Engel


E então eu vejo o brilho de suas asas,
Entre as nuvens de um céu escurecido.
Em meio a nevoa, nossos olhares se cruzam pela primeira vez,
Perco os sentidos - Isso é real?

Você ouve a melodia?
Você sente o silêncio dos meus desejos acariciarem a sua pele alva e macia?
Permita-se ao puro amor.
Mostre-me o caminho e eu o seguirei.

Agora - Nesse momento.
Atravesse o portal - Você tem a chave.
Apenas uma palavra - Apenas um toque.
Abrace-me, meu anjo, abrace-me forte!
Mantenha-se perto de mim.
Perto - Mais perto - Bem perto.
Eu sou o seu amor perdido.
Acorde de sua letargia.

Ter você - Clamor de minha vida.
Erga-me - Beije-me.
Deixe-me sentir seus lábios nos meus.
Toque-me com sua língua bífida.

Cure-me - Toque-me.
Suje-me - Tenha-me.
Seu prazer está em mim.
Meu prazer está em você.

Corte-me - Cegue-me.
Beije-me - Ame-me.
Água divina nos abençoando.
Carregue-me em meio à tempestade.

Na luz - Na escuridão.
Sentindo o vento - Movendo nosso corpo.
No dia - Na Noite
Nossa dança da eternidade.

Meus joelhos beijam o chão.
Minhas mãos se dobram para rezar.
Palavras puras e claras – Oração.
Meu anjo de luz – Pode ouvir minhas preces?

Sem lágrimas.
Sem medos.
Viveremos por toda eternidade.

Imagem: Constance Rudert - Red Angels Heart - Annie Bertram